
“Quando eu era pequeno e o Rio ainda nem era Rio, meu pai me mostrava o Gigante dormindo no alto do morro. Minha imaginação infante percorria aquele nariz de índio Ianque, aquela boca aberta – de quem dorme sem vaidade - e aquele queixo comprido e imponente.
Às vezes, passava por perto sem fazer barulho, pois papai me advertia:
Cuidado para não acordar o Gigante!
O tempo passou e aquela imagem nunca deixou de exercer, em mim, um mágico fascínio.”
(...)
Acordei com os olhos feridos por um raio fresco de sol que entrava por uma fenda na janela. Olhei para o lado e vi você, partido ao meio por aquela luz. Às vezes, olhando bem, minha imaginação infante tinha a impressão de que aquela luz partia de ti.
Virei-me para admirar o inusitado.
A luz refletida nos pêlos do peito iluminava o rosto, do queixo até a testa. A claridade acentuava os cílios e escurecia o contorno dos olhos, que cerrados, pareciam esquecidos. A boca semi-aberta - de quem dorme sem vaidade - alongava o queixo imponente e o nariz (quebrado numa aventura de juventude), dando-lhe um ar de índio Ianque.
Por um lapso de tempo minha imaginação infante voltou à sacada dos mares da barra de onde avistei, impressionada, os contornos de pedra do Gigante.
Aquela imagem nunca deixou de exercer, em mim, um mágico fascínio.
(...)
De repente, um... Bem-te-vi (!) me trouxe de volta.
E eu, cheia de cuidado, levantei pisando curtinho, pois meu coração me dizia:
Cuidado para não acordar o Gigante!
*E ele jamais despertou.
Às vezes, passava por perto sem fazer barulho, pois papai me advertia:
Cuidado para não acordar o Gigante!
O tempo passou e aquela imagem nunca deixou de exercer, em mim, um mágico fascínio.”
(...)
Acordei com os olhos feridos por um raio fresco de sol que entrava por uma fenda na janela. Olhei para o lado e vi você, partido ao meio por aquela luz. Às vezes, olhando bem, minha imaginação infante tinha a impressão de que aquela luz partia de ti.
Virei-me para admirar o inusitado.
A luz refletida nos pêlos do peito iluminava o rosto, do queixo até a testa. A claridade acentuava os cílios e escurecia o contorno dos olhos, que cerrados, pareciam esquecidos. A boca semi-aberta - de quem dorme sem vaidade - alongava o queixo imponente e o nariz (quebrado numa aventura de juventude), dando-lhe um ar de índio Ianque.
Por um lapso de tempo minha imaginação infante voltou à sacada dos mares da barra de onde avistei, impressionada, os contornos de pedra do Gigante.
Aquela imagem nunca deixou de exercer, em mim, um mágico fascínio.
(...)
De repente, um... Bem-te-vi (!) me trouxe de volta.
E eu, cheia de cuidado, levantei pisando curtinho, pois meu coração me dizia:
Cuidado para não acordar o Gigante!
*E ele jamais despertou.

2 comentários:
Só você com esse texto pra me emocionar até às lágrimas de saudades ... de novo e dele. Valeu por este momento.
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À paz... saudações!
Obséquio ver a imagem constante do "link" abaixo:
http://i832.photobucket.com/albums/zz245/PU1JFC_3/The_Sleeping_Giant/GiganteDormindo-Rio-RJ-PY1YB-PU1JFC.jpg
Grato.
PU1JFC - JC
http://cruzradio.blogspot.com
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